Ermitão do rito católico maronita, é o primeiro libanês canonizado pela Sé Apostólica nos tempos modernos, 09 de outubro de 1977 pelo Papa Paulo VI. Grande amante da Eucaristia e da Virgem Santíssima. Exemplo de vida consagrada e de ermitão. Deus quis manifestar sua glória por meio desse humilde eremita. Grande quantidade de milagres ocorrem por sua intercessão. Diz-se no Oriente que numerosas de suas imagens milagrosamente produzem azeite de oliva, que se utiliza na oração pelos enfermos. Além de ser bem conhecido no oriente Médio e em toda a Igreja, na América é particularmente venerado no México a partir da imigração maronita que começou no século XIX. Sua devoção e propaga na atualidade mui rapidamente pelo número crescente de milagres atribuídos à sua intercessão. Parece que Deus deseja utilizar este santo com o sinal de seu desejo de unificar o Oriente com o Ocidente. Nasceu no povoado de Beka'kafra, a 140 km do Líbano, capital libanesa, em 08 de maio de 1828. Era o quinto filho de Antun Makhlouf o Brigitte Chidiac, uma piedosa família campesina. Foi batizado após oito dias na Igreja de Nossa Senhora, em sua cidade natal, recebendo por nome Yusef (José). Aos três anos o pai de Yusef foi inscrito no exército turco na guerra contra os egípcios e morreu quando regressava para casa. Sua mãe foi quem cuidou da família, sendo um exemplo de virtude e de fé. Passado algum tempo, ela casou-se de novo com um homem devoto que posteriormente iria ser ordenado sacerdote. (No rito maronita, homens casados podem ser escolhidos para o sacerdócio). Yusef ajudou a seu padrasto no ministério sacerdotal. Já desde jovem era ascético e de profunda oração. Yusef estudou na pequena escola paroquial do povoado. À idade de 14 anos foi pastor de ovelhas, quando aperfeiçoou-se na oração. Retirava-se com freqüência a uma cova que descobriu próxima às pastagens para adentrar-se em horas de oração. Por isso, era alvo de zombaria de outros jovens pastores. Dois de seus tios maternos eram ermitãos pertencentes à Ordem Libanesa Maronita. Yusef acudia a eles com freqüência para aprender sobre a vida religiosa e especialmente a vida monástica. Aos 20 anos de idade, Yusef é o sustento da sua casa. Sendo o tempo de contrair matrimônio, sente-se chamado à outro tipo de vida. Depois de três anos de espera, escutou a voz do Senhor: “Deixa tudo, vem e segue-me”. Assim, numa manhã do ano 1851 se dirige ao convento de Nossa Senhora de Mavfouq, onde foi recebido como postulante. Ao entrar no noviciado, renuncia ao seu nome batismal e escolhe como nome de consagração: Sharbel. Algum tempo depois foi enviado ao Convento de Annaya, onde professou os votos perpétuos como monge, em 1853. O enviaram imediatamente ao Mosteiro de São Cipriano de Kfifen, onde realizou seus estudos de filosofia e teologia, levando uma vida exemplar de oração e apostolado, entre estes, o cuidado dos enfermos, o pastoreio das almas e o trabalho manual em coisas mui humildes. Sharbel recebeu autorização para a vida ermitã em 13 de fevereiro de 1875. Deste momento até sua morte, ocorrida na ermida dos Santos Pedro e Paulo na véspera de Natal do ano 1898, dedicou-se inteiramente à oração (rezava 7 vezes ao dia a Liturgia das Horas), as asceses, a penitência e o trabalho manual. Comia uma vez ao dia e levava consigo o cilício. O padre Sharbel alcançou a celebridade depois de sua morte, ocorrida em 24 de dezembro de 1898. Deus quis assinalar a este santo numerosos prodígios: Seu corpo se mantém incorrupto e seu sangue, ocorrem prodígios de luz, constatados por muitas pessoas. O povo venerava como santo, ainda que a hierarquia e seus próprios superiores, proibissem seu culto formal enquanto a Igreja não pronunciasse seu veredicto. Dado o constante culto do povo, o Padre Superior Geral Ignácio Dagher solicitou ao Papa Pio XI em 1925, a abertura do processo de beatificação do Padre Sharbel. Foi beatificado durante o fechamento do Concílio Vaticano II, em 5 de dezembro de 1965, pelo Papa Paulo VI, que disse: “Um ermitão da montanha libanesa está inscrito no número dos Bem-Aventurados ... Um novo membro da santidade monástica enriquece com seu exemplo e com sua intercessão a todo o povo cristão. E pode nos fazer entender, em um mundo fascinado pelas comodidades e pela riqueza, o grande valor da pobreza, da penitência e do ascetismo, para libertar a alma em sua ascensão a Deus”. Em 09 de outubro de 1977, durante o Sínodo Mundial dos Bispos, o Papa canonizou ao P. Sharbel com a seguinte proclama: “Em honra à Santa e Individual Trindade, para a exaltação da fé católica e promoção da vida cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e nossa, depois de madura deliberação e após implorar intensamente a ajuda divina... decretamos e definimos que o beato Sharbel Makluf é SANTO, e o inscrevemos no catálogo dos santos, estabelecendo que seja venerado como santo com piedosa devoção em toda a Igreja. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. ORAÇÃO Deus, infinitamente santo e glorificado por meio de teus santos. Tu que inspiraste o santo monge e ermitão Sharbel para que vivesse e morresse em perfeita união com Jesus Cristo, dando-se a força para renunciar ao mundo e fazer triunfar de sua ermida, ao heroísmo de suas virtudes monásticas: pobreza, obediência e santidade. Te imploramos nos concedas a graça de te amar e servir seguindo seu exemplo. Deus Todo-Poderoso, Tu que tens manifestado o poder da intercessão de São Sharbel através de seus numerosos milagres e favores, concedei-nos a graça que te imploramos por sua intercessão (fazer o pedido). Amém. (Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória) Reflexões: A vergonha e o respeito humano são barreiras que devemos transpor corajosamente, especialmente quando tratamos das coisas de Deus. Será que nos é tão difícil benzer-se em via pública, quando passamos na frente da Casa de Deus, ou de um cemitério, ou antes de uma refeição num restaurante? Se relutamos nisso, não é por outra razão que não pelo respeito humano, constrangimento ou vergonha. Grandes testemunhos cristãos são originários de pequenos gestos, pequenos hábitos que transmitem o grande significado da nossa fé. Pastor de ovelhas com apenas 14 anos, São Sharbel não envergonhava-se em dedicar muitas horas de oração em meio ao seu ofício cotidiano. As zombarias dos outros jovens não lhe afetavam os ouvidos, muito menos a sua fervorosa postura cristã. Resta perguntar hoje quem eram os jovens que outrora gracejavam; sequer sabemos seus nomes. A certeza que temos é que morreram, retornaram ao pó e compareceram ao tribunal de Cristo. Com quê constrangimento viram gravadas suas histórias: o que pensavam ser engraçado era... muito sério! Peçamos a intercessão de São Sharbel para que, com a mesma sabedoria, enfrentemos tais situações com coragem e determinação, e que sejamos agraciados já nesta vida, da plena visão nas coisas divinas, para que possamos sufocar as ilusões e preceitos terrenos. * * * * * * * * *

Curiosamente, no Convento Franciscano de Lazio, chegavam leigos e personalidades da Igreja a fim de confidenciarem seus problemas ao cozinheiro. Aliás, esse cozinheiro era também o jardineiro e o porteiro do convento e seu nome era Carlo.

Nascido em 22 de outubro de 1613, em Sezze, Itália, Carlo era um irmão leigo, pessoa humilde, submissa e sempre muito contente. Descontentes estavam seus familiares, os Melchiori ou Marchionne, cujas propriedades rurais se perdiam de vista. Seus familiares tinham outros planos para Carlo, pois queriam que ele estudasse e fizesse carreira. Porém, poucos anos depois, Carlo era garçom numa cantina de fazenda, em fuga dos estudos por causa de um professor severo. Mas Carlo lia por conta própria, levando uma vida de ermitão e de santo. Depois, já aos 22 anos, estava entre os franciscanos.

A essa altura, os familiares o queriam sacerdote, mas ele seria sempre frei Carlo, mais nada, sem graduação alguma. Carlo passou por inúmeros conventos franciscanos, sempre trabalhando, recolhendo esmolas, socorrendo doentes e moribundos em suas casas. Com o transcorrer dos anos, desponta nele o explorador de consciências, o modificador de atitudes e comportamentos, e essa fama corre por toda Igreja.

Embora Carlo cuidasse apenas da horta e da cozinha do convento, sempre acontecia ser enviado para outras cidades para que pudesse aconselhar bispos e cardeais. Um dia recebe uma incumbência, diretamente do Papa Clemente IX (1667-69): “Frei Carlo, dizem que na cidade de Perúgia há uma madre santa, vá lá e verifique pessoalmente a veracidade da situação”. Uma grande responsabilidade para um simples cozinheiro. Frei Carlo tinha pouca instrução, mas escrevia belíssimas páginas espirituais e autobiográficas, numa gramática acidentada, porém, eficiente. Também não lhe faltaria sua porção de Calvário, com acusações de uma mulher mundana. Consideradas depois, calúnias, mas que fizeram o frei adoecer por alguns anos.

Após uma viagem a Úmbria, frei Carlo falece em 6 de janeiro de 1670, no Convento de São Francisco, na cidade de Roma. E no seu peito se descobre um sinal estranho, como uma cicatriz. Posteriormente, uma comissão médica declararia que esse sinal é de origem sobrenatural. Em vida, frei Carlo falava de “um raio de luz” que o havia atingido no peito, em 1648, numa igreja romana, durante êxtase profundo com Deus. O pedido de sua canonização foi feito pouco tempo após sua morte, mas seria concluído somente em 1959, pelo Papa João XXIII, que o proclamou santo.

Seu corpo é conservado na igreja do convento onde faleceu e sua festa é celebrada no dia seguinte ao da sua morte, para não coincidir com a Epifania.

1-) Incorruptibilidade

Incorruptibilidade é a crença de que a intervenção sobrenatural (de Deus) permite que alguns corpos humanos não passem pelo processo normal de decomposição após a morte. Corpos que não se decompõem ou se decompõem um pouco ou atrasam sua decomposição são chamados de corpos incorruptos.

2-) Catolicismo Romano

Muito embora a incorruptibilidade ainda seja reconhecida como algo sobrenatural (de Deus), a incorruptibilidade não é um dos requisitos para declarar alguém santo ou santa. Incorruptibilidade é vista como algo distinto da boa conservação de um corpo por meios artificiais, como a mumificação.

Corpos incorruptos podem ter um odor de santidade (exalam um aroma agradável, doce ou de flores). Há os que afirmam que isso nunca se verificou cientificamente. Lembremos que a espiritualidade é uma dimensão diferente da científica. Portanto, é válido usar o método de um para avaliar o outro?

No Catolicismo Romano, se um corpo permanece incorrupto após a morte, isso significa, geralmente, que a pessoa é um santo ou uma santa, embora não se espere que todos os santos e santas tenham o corpo incorrupto.

Quando a Igreja Católica reconhece um corpo incorrupto é porque o mesmo não passou por nenhum tratamento de preservação, como a mumificação. Exemplo: o corpo do Papa João 23, quando foi exumado, foi encontrado em incrível estado de conservação. Oficiais da Igreja lembraram que o corpo do Papa foi tratado para ser conservado.

3-) Igreja Ortodoxa Oriental

Para a Igreja Católica Ortodoxa, a incorruptibilidade continua a ser um importante elemento para o processo de glorificação. A distinção importante é considerada: o corpo conservado através de mumificação e a incorruptilidade em si, que é sobrenatural. Assim como a Igreja Católica Romana, há um grande número corpos de santos e santas Ortodoxos Orientais que foram enconrados incorruptos e são bem venerados entre os fiéis.

4-) Causas

As duas principais posições sobre a incorruptibilidade podem ser resumidas assim:
1-) causa física e do meio-ambiente;
2-) argumento da espiritualidade.

O argumento da causa física inclue a crença de que o cadáver ficou exposto à condições de meio-ambiente de tal maneira que isso afetou a decomposição significativamente. Há diversas maneiras de retardar a decomposição, mas o mecanismo mais considerado é o da saponificação (transformação em sabão). Outro argumento é o de que o corpo foi enterrado em chão que é frio e seco já que isso retarda a decomposição. O retardo da decomposição também acontece quendo o solo tem alta quantidade de certos componentes que levam a humidade do corpo à superfície da pele. Outro argumento é o de que corpos com baixa quantidade de músculos (e a gordura do corpo) temdem a resistir melhor à decomposição.

O argumento da causa espiritual pode incluir a crença de que a natureza piedosa do dono do corpo, de alguma maneira, permeou a carne (uma causa metafísica que tem efeito no físico). Outro modo de ver é ter a crença de que a decomposição não aconteceu por intervenção de Deus.

5-) Exemplos de incorruptibilidade da Igreja Católica

Alguns dos santos, santas, beatos, beatas e outros Católicos Romanos que são considerados incorruptos foram catalogados no livro (1977) de Joan Carroll Cruz: The Incorruptibles: A Study of the Incorruption of the Bodies of Various Catholic Saints and Beat (Os Incorruptos: um estudo da incorruptibilidade de corpos de vários santos e beatos Católicos).
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Recentemente o Sci Fi Channel, apresentou uma matéria sobre embalsamamentos. O caso mais incrível e curioso foi o de Rosalia Lombardo, uma menina italiana que morreu há 87 anos atrás, com apenas 2 anos de idade. O corpo intacto com o rosto delicado de Rosalia permanece em um caixão coberto com um suporte de mármore nas ‘Catacumbas dos Capuchinhos de Palermo’ (uma espécie de museu de múmias).


Rosalia Lombardo foi embalsamada pelo Dr. Alfredo Solafia que usou um processo secreto que nunca divulgou antes de sua morte. Acredita-se que Solafia usou os métodos tradicionais que aprendeu, e confidencialmente modificou usando seu próprio conhecimento médico.Download Giacomo Puccini - Turandot - Nessum dorma




Santa Catarina Labouré



íntima da Mãe de Deus



Catarina Labouré - que disse que viu a Virgem Maria "em carne e osso" e que teve o privilégio de se ajoelhar a Seus pés e descansar no Seu regaço, favor que não foi concedido a nenhum outro vidente - nasceu durante o repicar dos sinos do Angelus, no dia 2 de Maio de 1806. A mãe morreu-lhe quando tinha só nove anos de idade. Viram-na então a abraçar a estátua da Mãe de Deus, dizendo:
"Agora Vós sereis a minha Mãe!"
e alimentava um desejo ardente de ver Nossa Senhora. Era esse o pedido constante nas suas orações, e ela confiava serenamente que se realizaria.
São Vicente de Paulo visitou-a num sonho aos dezoito anos, e foi aceite na sua comunidade em 22 Janeiro de 1830, com a idade de vinte e três anos. Santa Catarina considerou as aparições de um modo adequado: não como um favor pessoal (embora em certo sentido o tenham sido), mas como uma bênção geral para a humanidade. Considerou-se apenas como "um instrumento" e


pediu ao seu confessor que lhe prometesse que guardaria sigilo da sua identidade, segredo que foi guardado durante 46 anos, mesmo das próprias religiosas da sua comunidade.
Catarina foi canonizada em 1947, e por ordem do Arcebispo, seu corpo foi exumado. Verificou-se então que seu corpo estava perfeitamente conservado, e até os olhos ficaram intactos. Depositaram-no em um caixão de cristal, que pode ser visto na imagem acima.
Santa Catarina também tinha o dom da profecia, e uma das suas profecias, ainda não realizada, refere-se ao grande triunfo de Nossa Senhora:
"Oh que maravilha será ouvir 'Maria é a Rainha do universo.' Será um tempo de paz, gozo e bençãos que durará por um tempo bastante longo".
São Carlos Sezze, Franciscano - 25 de setembro






Nasceu em 1620 no povo italiano de Sezze. Um dia um bando de aves espantou os bois que Carlos dirigia quando estava arando, e estes arremeteram contra ele com grave perigo de matá-lo. Quando sentiu que ia perecer no acidente, prometeu a Deus que se fosse salvo se tornaria religioso. E milagrosamente ficou ileso. Pediu então a uns religiosos franciscanos que o ajudassem a entrar em sua comunidade e eles o convidaram a que fosse a Roma para que fale com o superior da congregação. Assim o fez junto com três companheiros mais e após ser provados com na humildade tratando-os com muita dureza, o superior permitiu admiti-los.
Diante do pedido de muitas pessoas que lhe pediam incessantemente que redigisse algumas normas para orar melhor e crescer em santidade, o santo publicou um folhetim lhe causando diversas difuculdades pelo que quase é expulso de sua comunidade. Humilhado se ajoelhou diante de um crucifixo para lhe contar suas angústias, e ouviu que Nosso Senhor lhe dizia:
"Ânimo, que estas coisas não lhe vão impedir de entrar no paraíso".
A petição mais freqüente do irmão Carlos a Deus era esta: "Senhor, me acenda em amor a Ti". E tanto a repetiu que um dia durante a elevação da Santa hóstia na Missa, sentiu que um raio de luz saía da Sagrada Forma e chegava a seu coração. Ao fim os superiores se convenceram de que este singelo religioso era um verdadeiro homem de Deus e lhe permitiram escrever sua autobiografia e publicar dois livros mais, um a respeito da oração e outro a respeito da meditação.
O Papa João XXIII o declarou santo em 1959, porque sua vida é um exemplo de que ainda nos ofícios mais humildes e em meio de humilhações e incompreensões podemos chegar a um alto grau de santidade e ganhar a glória do céu.
Santa Bernardete - 16 de abril




Também conhecida como Santa Maria Bernadete e Santa Bernadete Soubirous. Ela nasceu no dia 7 de janeiro de 1844, em Lourdes, na França. Era de família pobre e chegou a trabalhar como empregada doméstica e pastora de ovelhas.
Santa Bernadete tinha constantes visões da Virgem Maria. Em uma delas, a Santa foi conduzida a uma fonte que curava. Ela entrou para o Convento das Irmãs de Nevers. Lá aprendeu a ler e a escrever. Tinha saúde frágil. Morreu no dia 16 de abril de 1879, em Nevers, na França, enquanto orava
Beato Gaetano Catanoso






O Beato Gaetano Catanoso nasceu a 14 de Fevereiro de 1879, em Chorio di San Lorenzo (Itália). Fundou as Irmãs Verónicas do Santo Rosto. Morreu em Reggio Calábria a 4 de Abril de 1963.
Ângela da Cruz (1846-1932)





Nasceu nos arredores de Sevilha em 30 de Janeiro de 1846, tendo sido baptizada no dia 2 de Fevereiro seguinte na paróquia de Santa Luzia. Pouco tempo teve de escola, aprendendo a escrever, algumas noções de aritmética e catecismo. Apesar da sua pobreza, desde pequena se habituou a partilhar os bens da sua casa com os mais pobres.

Na família aprendeu a rezar o Terço e a celebrar o mês de Maio, dedicado à Virgem Maria.

Manhã cedo, acompanhava seu pai para a oração do Terço; em 1854 fez a Primeira Comunhão e recebeu a Confirmação no ano seguinte. Começou a trabalhar aos doze anos numa sapataria, onde também se rezava o Terço, diariamente; ali começaram as suas experiências místicas. Começou a ensinar a sua profissão a outras meninas numa instituição chamada "As arrependidas", em Sevilha.

O seu confessor ajudou-a a encontrar a sua vocação: ser monja. Por falta de saúde, não foi admitida no Carmelo fundado em Sevilha por Santa Teresa de Jesus, mas em 1868 entrou como Postulante nas Filhas da Caridade do Hospital central de Sevilha, de onde foi trasladada para Cuenca, com melhor clima para a sua saúde. Em 1870 teve de abandonar definitivamente a Instituição. Teve de viver como "monja sem convento", voltou ao seu trabalho, aceitou a orientação do seu director espiritual, escrevendo os seus pensamentos e desejos da alma, até descobrir a sua vocação perante uma Cruz: a fundação de um Instituto que,

"por amor de Deus, abraçasse a maior pobreza, para poder ajudar os pobres".


Com essa intuição, redigiu um projecto, com uma dimensão caritativa que a levasse a identificar-se com os menos afortunados: "fazer-se pobre com os pobres". Depois de participar na Santa Missa, instalou-se com outras três mulheres, num quarto alugado, onde tinham lugar principal um Crucifixo e um quadro da Virgem das Dores. Nasciam as Irmãs da Cruz.

As casas da "Companhia" deviam ter um ambiente de limpeza, saudável alegria e contida beleza, com estilo simples para mulheres simples, afastadas da grandiosidade, mas com ar de doçura, de modo a que todas sentissem uma nova maneira de querer Deus e os pobres. Começaran a recolher meninas órfãs, as casas começaram a crescer, atendiam as pessoas na sua própria casa, pediam esmola com uma das mãos e distribuiam-na com a outra. Em 1879 foram aprovadas as primeiras Constituições pelo Bispo diocesano, tendo conmo carisma a oração, a austeridade, contemplação e alegria no serviço dos pobres. Depressa se estenderam por toda a Espanha, chegaram à Itália e à América. Madre Ângela encontrou-se com o Papa Leão XIII na beatificação de João de Ávila e de Frei Diogo de Cádiz, mas o assinatura do decreto de aprovação da Companhia só foi assinado por Pio X, em 1904. A Irmã Ângela foi nomeada Superiora-Geral, reeleita por quatro vezes, destacando-se pelas suas virtudes de naturalidade e simplicidade.

Em 7 de Julho de 1931, foi atacada por uma trombose cerebral que a levaria à morte nove meses depois. Apesar de paralizada, mais procurava agradar do que incomodar. Faleceu em 2 de Março de 1932 e Sevilha passou durante três dias diante do seu cadáver. A Câmara Municipal celebrou uma Sessão extraordinária para elogiar a Irmã Ângela e deu o seu nome a uma rua da Cidade. Também ela foi beatificada por João Paulo II em 5 de Novembro de 1982, para ser, agora canonizada durante a viagem pastoral a Madrid. O seu corpo encontra-se incorrupto na Capela da Casa Mãe
Beata Ana Maria Taigi (1769-1837)




Nasceu em Sena de Toscana. Viveu em humilde simplicidade, atendendo a um pobre lar com sete filho, vendo-se obrigada em várias ocasiões a sustentar a casa com seus trabalhos de costura, quando seu marido perdeu seu emprego. Foi uma mulher de luzes extraordinárias e rodeada de maravilhosos carismas e dons extraordinários.
O cardeal Pedicini refere a sua declaração juramentada sobre os portentos que ele presenciou nessa mulher extraordinária, e que podem ser consultados no processo de sua beatificação.
Diz o citado Cardeal que Ana Maria Taigi vinha os pensamentos mais secretos das pessoas presentes ou ausentes; os acontecimentos dos séculos passados, e a vida que levavam as mais importantes personagens.
Poderia se dizer que este dom era onisciente, era conhecimentos de todas as coisas em Deus, na medida em que a inteligência humana é capaz de conhecê-lo nesta vida. E acrescenta o Cardeal:
"Me sinto impotente para descobrir as maravilhas de quem fui confidente durante 30 anos".O decreto de beatificação a aponta como:"pródigo único nos fastos da Santidade".
No livro do Eclesiastes, se lê esta frase: 'Lembra-te que és pó. E ao pó retornarás'. Além de lembrar ao homem sua condição perecível e transitória, esta sentença recorda a aniquilação física, a decomposição do organismo, após a morte. A realidade é constatada quase universalmente. Digo quase universalmente, por se darem exceções, embora raríssimas, de não decomposição física. Exceção esta conhecida pelo nome de Incorrupção.
A Incorrupção é a preservação do corpo humano da deteriorização que comumente afeta todo organismo poucos dias após a morte. É evidente que são excluídas as mumificações, as saponificações e outros processos químicos de preservação dos corpos dos mortos; pois seriam incorrupções artificiais.

Veja alguns exemplos de santos que tiveram seu corpo preservado